Avô Luis
Hoje vieram-me á memória recordações de meu Avô Luis. Homem pequeno, cabelo ralo mas sempre penteado para trás com o brilcream que punha todas as manhãs com a ajuda de uma escova, isto após escanhoar a barba com a gilette que religiosamente guardava no estojo de cabedal vermelho.
Depois de barbeado, penteado e lavado, vestia a sua camisa sempre branca, punha o seu fato e gravata e assim andava durante o dia todo. Quando saía à rua, de manhã por qualquer motivo ou depois de almoço para o part time na Casa da Madeira, o chapéu na cabeça era um acessório indispensável, bem como o lenço meticulasamente dobrado em triagulosinhos que sobressaiam do bolso exterior da lapela do fato.
Quando no inverno chegava a casa ao fim do dia, despia o casaco e vestia um roupão de lã grossa, igual ao que ainda hoje tenho em uso e se o frio apertava, punha na cabeça um barrete de lã da Madeira, daqueles com orelhas ( a casa era enorme e aquecê-la nos dias frios de inverno era impensável ).
Já nos seus últimos dias, guardo-lhe a imagem de um velhinho, meio curvado, de pijama de flanela, roupão vestido e barrete na cabeça a caminhar devagarinho naquele corredor enorme...
Comigo caminham, todos os mortos que amei em vida...
Depois de barbeado, penteado e lavado, vestia a sua camisa sempre branca, punha o seu fato e gravata e assim andava durante o dia todo. Quando saía à rua, de manhã por qualquer motivo ou depois de almoço para o part time na Casa da Madeira, o chapéu na cabeça era um acessório indispensável, bem como o lenço meticulasamente dobrado em triagulosinhos que sobressaiam do bolso exterior da lapela do fato.
Quando no inverno chegava a casa ao fim do dia, despia o casaco e vestia um roupão de lã grossa, igual ao que ainda hoje tenho em uso e se o frio apertava, punha na cabeça um barrete de lã da Madeira, daqueles com orelhas ( a casa era enorme e aquecê-la nos dias frios de inverno era impensável ).
Já nos seus últimos dias, guardo-lhe a imagem de um velhinho, meio curvado, de pijama de flanela, roupão vestido e barrete na cabeça a caminhar devagarinho naquele corredor enorme...
Comigo caminham, todos os mortos que amei em vida...


5 Comments:
Acho que também já consigo dizer isso a mim mesma
há pessoas que nos acompanham sempre...
beijos Paulo
um sentimento que a idade nos oferece...
Vim aqui deixar-te mais um beijo.
Tu sabes porquê.
as pessoas que amamos vão sempre viver no nosso coração, ainda que tivessem partido continuam vivas.
Bjs
Enviar um comentário
<< Home