Morre lentamente quem não viaja
Quem não lê,
Quem não ouve música,
Quem não encontra graça em si mesmo.
Morre lentamente,
Quem destrói seu amor próprio,
Quem não se deixa ajudar.
Morre lentamente,
Quem se transforma em escravo do hábito,
Repetindo todos os dias os mesmos trajectos,
Quem não muda de marca,
Não se arrisca a vestir uma nova cor,
Ou não conversa com quem não conhece.
Morre lentamente,
Quem evita uma paixão e seu redemoinho de emoções,
Justamente as que resgatam o brilho dos olhos,
E os corações aos tropeços.
Morre lentamente,
Quem não vira a mesa quando está infeliz,
Com o seu trabalho, ou amor,
Quem não arrisca o certo pelo incerto,
Para ir atrás de um sonho,
Quem não se permite,
Pelo menos uma vez na vida,
Fugir dos conselhos sensatos…
Viva hoje!
Arrisque hoje!
Pablo Neruda
Quem não lê,
Quem não ouve música,
Quem não encontra graça em si mesmo.
Morre lentamente,
Quem destrói seu amor próprio,
Quem não se deixa ajudar.
Morre lentamente,
Quem se transforma em escravo do hábito,
Repetindo todos os dias os mesmos trajectos,
Quem não muda de marca,
Não se arrisca a vestir uma nova cor,
Ou não conversa com quem não conhece.
Morre lentamente,
Quem evita uma paixão e seu redemoinho de emoções,
Justamente as que resgatam o brilho dos olhos,
E os corações aos tropeços.
Morre lentamente,
Quem não vira a mesa quando está infeliz,
Com o seu trabalho, ou amor,
Quem não arrisca o certo pelo incerto,
Para ir atrás de um sonho,
Quem não se permite,
Pelo menos uma vez na vida,
Fugir dos conselhos sensatos…
Viva hoje!
Arrisque hoje!
Pablo Neruda


4 Comments:
este poema que escolheste é muito bonito e dá que pensar...
sim morre lentamente... mas parece que ninguém anda com pressa para nada... talvez mais tarde... quando os filhos crescerem, talvez mais tarde ...
ninguém arrisca.
eu vou tentando não ouvir os conselhos sensatos :))
tento não morrer lentamente, se morrer que seja de uma louca paixão!
beijos Paulo
Talvez por isso eu pense que a maior parte de nós somos mortos vivos, espectros de nós mesmos
Bj
Descobri por estas palavras belíssimas que não conhecia, que morro lentamente. Será que quero mesmo morrer? Vou ficar a pensar nisto!!!
isabel
Pablo Neruda escreveu poemas lindissimos, este é um deles!
"Smile" no post anterior é a letra escrita por Charlie Chaplin e é a minha preferida. Talvez pela mensagem que contém, claro!
Um abraço da flor
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