Sexta Feira
Finalmente era sexta feira, estava cansado, farto, desiludido. Andava a trabalhar cerca de 9/10 horas por dia, e o trabalho parece que era cada vez mais....O ambiente no emprego também não ajudava, andava toda a gente chateada, mas ele valia-se de lá estar para não pensar na vida que tinha.
Mas hoje era sexta feira, ia sair a horas e ia para casa. tinha levado o carro para a porta do emprego, uma artimanha permitia-lhe não pagar o estacionamento, cambada de chulos !!
às 17.20 disse " Vou-me embora ! ", desligou as aplicações, trancou o pc, despediu-se e saiu porta fora. Haaaaaaa, o carro ali mesmo, sabia tão bem !!
Entrou nele, ligou-o e meteu-se á estrada, rádio ligado para ouvir o trânsito, porra !! a estas horas já a ponte está entupida, mas finalmente após 30m de pára arranca viu-se no tabuleiro.
O sol batia forte apesar da hora, perdeu-se uns segundos a olhar para o rio, para as encostas verdes do outro lado e naqueles breves segundos, sentiu-se bem.
Precisava de ir ao hiper buscar o jantar e mais algumas coisas, foi. Trouxe uma palete de bifes, umas batatas de pacote para acompanhar, aproveitou e trouxe já algumas coisas para o almoço de amanhã, afinal a feijoada de que o filho tanto gosta, leva couve lombarda e se não tivesse olhado para o carrinho da moça que se cruzou com ele, tinha-se esquecido dos coentros....em jeito de atrevido comentou com ela "...ainda bem que me cruzei consigo, ia-me esquecendo dos coentros !.." ela riu-se e seguiram cada qual o seu caminho.
Depois de pagar as compras, desceu á garagem onde tinha estacionado o carro, guardou-as e fez-se á estrada, a caminho de casa, onde chegou passados 15 m e onde o unico ser vivo que o recebeu foi o cão, aquele que há uns anos tinha recolhido da rua onde andava perdido e que o recebeu com uma esfusiante demonstração de alegria.
Já era perto da 20 h, depois de arrumar as compras, começou a fazer o bife. carradas de manteiga na frigideira, bife lá para dentro, previamente tinha-lhe colocado um pouco de sal, molho inglês e pimenta moida. Frito o bife, deitou-lhe 2 colheres de mostarda e misturou-lhe o leite, para fazer aquele molho que tanto gosta.
Foi para a mesa, vazia, perante o silêncio da casa, vieram-lhe à memória outros tempos, outras vivências, alguns ausentes, uns provisórios outros definitivos, daqueles que nunca mais voltam e que deixaram saudades muitas.
Levou a garrafa de vinho branco que estava no frigorifico, o cesto com o pão, afinal o molho quer pão e que se lixe o colesterol, ligou a tv e ia vendo, alheado, ao mesmo tempo que ia mastigando.
Tomou o café, bebeu um resto de wisky que tinha no fundo de uma garrafa e deleitou-se com um cigarro.
Começou a pensar na sua vida, mas depressa fugiu dos pensamentos, lavou a pouca louça que tinha sujado, deu de comer ao cão, arrumou a cozinha, limpou com o pano o lavaloiças de aluminio para evitar as manchas do calcario e foi até ao pc...
tenham um bom fim de semana.
PS: qualquer semelhança com a realidade, não é mera coincidência...
Mas hoje era sexta feira, ia sair a horas e ia para casa. tinha levado o carro para a porta do emprego, uma artimanha permitia-lhe não pagar o estacionamento, cambada de chulos !!
às 17.20 disse " Vou-me embora ! ", desligou as aplicações, trancou o pc, despediu-se e saiu porta fora. Haaaaaaa, o carro ali mesmo, sabia tão bem !!
Entrou nele, ligou-o e meteu-se á estrada, rádio ligado para ouvir o trânsito, porra !! a estas horas já a ponte está entupida, mas finalmente após 30m de pára arranca viu-se no tabuleiro.
O sol batia forte apesar da hora, perdeu-se uns segundos a olhar para o rio, para as encostas verdes do outro lado e naqueles breves segundos, sentiu-se bem.
Precisava de ir ao hiper buscar o jantar e mais algumas coisas, foi. Trouxe uma palete de bifes, umas batatas de pacote para acompanhar, aproveitou e trouxe já algumas coisas para o almoço de amanhã, afinal a feijoada de que o filho tanto gosta, leva couve lombarda e se não tivesse olhado para o carrinho da moça que se cruzou com ele, tinha-se esquecido dos coentros....em jeito de atrevido comentou com ela "...ainda bem que me cruzei consigo, ia-me esquecendo dos coentros !.." ela riu-se e seguiram cada qual o seu caminho.
Depois de pagar as compras, desceu á garagem onde tinha estacionado o carro, guardou-as e fez-se á estrada, a caminho de casa, onde chegou passados 15 m e onde o unico ser vivo que o recebeu foi o cão, aquele que há uns anos tinha recolhido da rua onde andava perdido e que o recebeu com uma esfusiante demonstração de alegria.
Já era perto da 20 h, depois de arrumar as compras, começou a fazer o bife. carradas de manteiga na frigideira, bife lá para dentro, previamente tinha-lhe colocado um pouco de sal, molho inglês e pimenta moida. Frito o bife, deitou-lhe 2 colheres de mostarda e misturou-lhe o leite, para fazer aquele molho que tanto gosta.
Foi para a mesa, vazia, perante o silêncio da casa, vieram-lhe à memória outros tempos, outras vivências, alguns ausentes, uns provisórios outros definitivos, daqueles que nunca mais voltam e que deixaram saudades muitas.
Levou a garrafa de vinho branco que estava no frigorifico, o cesto com o pão, afinal o molho quer pão e que se lixe o colesterol, ligou a tv e ia vendo, alheado, ao mesmo tempo que ia mastigando.
Tomou o café, bebeu um resto de wisky que tinha no fundo de uma garrafa e deleitou-se com um cigarro.
Começou a pensar na sua vida, mas depressa fugiu dos pensamentos, lavou a pouca louça que tinha sujado, deu de comer ao cão, arrumou a cozinha, limpou com o pano o lavaloiças de aluminio para evitar as manchas do calcario e foi até ao pc...
tenham um bom fim de semana.
PS: qualquer semelhança com a realidade, não é mera coincidência...


8 Comments:
Paulo!
Li-Te, reli-Te e ainda estou a pensar...
Não há coincidências mesmo.
É o filme da maior parte de nós...
A diferença está na visão da vida, há quem veja o filme a três dimensões e há quem o veja como nós... tal e qual como ele é...
Os cães são uma excelente companhia, um cigarro também :)
Li-ME
beijos muitos de quem te quer muito bem.
PB, um excelente texto, que nos faz pensar maduramente.
Senti um vazio no estômago, senti um baque no peito.
Nem quero pensar...
Mas viva a Blogosfera, onde acontece o encontro de almas!
Por isso é raro estarmos sozinhos...
Um grande abraço da flor!!!!
... e assim se vai construindo uma vida, feita de pequenas coisas, pequenos momentos, mas que no seu todo oferecem-nos a expriência dos dias vividos. Bonito texto, sem grandes artíficios mas com muita transparência!
Um bjinho para ti e obrigada pela visita.
Coincidências do caraças né meu amigo? (risos)
"A vida é feita de pequenos nadas", é fundamental retirar do todo aquela pequena parte que nos dá alento. Beijos
Olá, olá...
Quem é vivo sempre aparece para comentar...apesar de vir cá muitas vezes ''saber de ti''.
Hum...hum... a personagem principal deste conto é-me familiar... será coincidência? ;)
Beijos em tu (1010)
P.S. A netinha está boazinha?
fiquei aqui .......quieta lendo.t
...........
...........
jocas maradas....sempre
Olá,
O teu texto fez-me relembrar outros tempos meus, em que chegava a casa e os únicos seres que me esperavam era os cães....
...aqueles momentos das nossas vidas em que andamos perdidos e temos que estar sózinhos...
Confesso que não tenho saudades....
Beijos grandes
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