segunda-feira, julho 03, 2006

Avô & neto...

Uma tarde um neto conversava com o avô sobre os acontecimentos actuais. Então, de repente, ele perguntou:- Quantos anos tem, avô?
E o avô respondeu: - Bem, deixa-me pensar um momento...
Nasci antes da televisão, das vacinas contra a pólio, das comidas congeladas, da fotocopiadora, das lentes de contacto e da pílula anticoncepcional.
Não existiam os radares, os cartões de crédito, os raios laser, nem os patins em linha.
Não se tinha inventado o ar condicionado, a máquina-de-lavar, as de secar (as roupas simplesmente secavam ao vento).
O homem não tinha chegado à lua, "gay" era uma palavra inglesa que significava uma pessoa contente, alegre e divertida, não homossexual.
Das lésbicas nunca tínhamos ouvido falar, e os rapazes não usavam pircings.
Nasci antes do computador, das duplas carreiras universitárias e das terapias de grupo.
Até completar 25 anos, chamava a cada homem "senhor" e a cada mulher "senhora" ou "senhorita".
No meu tempo a virgindade não produzia cancro.
Ensinaram-nos a diferenciar o bem do mal, a sermos responsáveis pelos nossos actos. Acreditávamos que "comida rápida" era o que a gente comia quando estávamos com pressa.
Ter um bom relacionamento, era darmo-nos bem com os primos e com os amigos.
Tempo compartilhado significava que a família compartilhava as férias juntos.
Não se conheciam telefones sem fio e muito menos os telemóveis.
Nunca tinhamos ouvido falar de música estereofónica, rádios FM, fitas, cassetes, CDs, DVDs, máquinas de escrever eléctricas, calculadoras (nem as mecânicas, quanto mais as portáteis). "Notebook" era um bloco de notas.
Aos relógios, dava-se corda todos os dias. Não existia nada digital, nem os relógios, nem os indicadores com números luminosos dos marcadores de jogos, nem as máquinas.
Falando de máquinas, não existiam as cafeteiras automáticas, os fornos micro-ondas nem os rádio-relógios-despertadores.
Para não falar das vídeo-cassetes, ou das máquinas de filmar de vídeo ou dos leitores de DVD.As fotos não eram instantâneas nem coloridas. Só existiam a branco e preto e a sua revelação demorava mais de três dias. As a cores não existiam e quando apareceram, a sua revelação era muito cara e demorada.
Se lêssemos "Made in Japan", não se considerava de má qualidade, e não existia "Made in Korea", nem "Made in Taiwan", nem "Made in China".
Não se ouvia falar de "Pizza Hut" ou "McDonald's", nem de café instantâneo.
Havia casas onde se compravam coisas por 5 e 10 centavos. Os gelados, as passagens de autocarro e os refrigerantes, tudo custava 10 centavos.
No meu tempo, "erva" era algo que se cortava e não se fumava.
"Hardware" era uma ferramenta e "software" não existia.
Fomos a última geração que acreditou que uma senhora precisava de um marido para ter um filho.
E agora diz-me, quantos anos achas que eu tenho?- Hiii!!!... Avô... Mais de 200!!!! - disse o neto. - Não, querido. Somente 58....

Desconheço o autor do texto, recebi por email...

8 Comments:

Blogger igara said...

Pb, hoje vim conhecer o teu espacinho e fiquei muito agradada, voltarei certamente. Em relação a este teu post, a verdade, é que nos ultimos 100 anos, a evolução tecnológica foi tanta, que efectivamente, alguém de 60 anos pode ser um verdadeiro dinossauro dos sentires. As mudanças foram mesmo vertiginosas e dificeis de descrever. De toda a forma, fica a apreensão de daqui a uns anos estarmos nesta conversa com um neto nosso, e tudo o que temos hoje, irá fazer história nessa data, e ele olhará para nós com a mesma perplexidade. O "Mundo é composto de Mudanças, tomando sempre novas qualidades", já dizia o poeta, a nós cabe apenas recordar como tudo era, e viver em paz com o que nos é dado a disfrutar.

Um beijo mansinho :)

04 julho, 2006 11:02  
Blogger Luna said...

É verdade nos ultimos diria 40 anos tudo correu muito depressa, muitas modificaç~~oes que os homens ditos "sábios" chamam de evolução , mas eu acho que pelo contrario estamos involuindo, pois perderam-se os valores, e parecemos animais lutando uns contra os outros pelo dominio seja do que for.
beijos

04 julho, 2006 20:38  
Blogger Titá said...

Seja quem for o autor, escreveu ou disse uma grande verdade e apontou algo muito pertinente : a urgência, a pressa com que a vida tem corrido...será evolução? Há quem diga que sim....

04 julho, 2006 23:06  
Anonymous Anónimo said...

Pois é minha amiga, eu também sou desse tempo em que não havia nada disso. Costumamos dizer...bons tempos! Bons tempos sem dúvida, principalmente porque eramos novos.
Um beijinho

05 julho, 2006 10:43  
Blogger Sea said...

A minha avó morreu com 91, nem imagino o que lhe passava pela cabeça, se bem que, metade das coisas, ela nem sabia que existiam.
:)

06 julho, 2006 11:16  
Blogger [...] said...

Este comentário foi removido por um gestor do blogue.

06 julho, 2006 21:22  
Blogger [...] said...

Será que todos desejamos estas inovações? Será que vieram contribuir para a nossa felicidade? Eu aposto que muitas delas só nos prejudicam... Um beijo de cheio de carinho.

06 julho, 2006 21:24  
Blogger Su said...

o tempo.......
jocas maradas

06 julho, 2006 21:52  

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