Quinta-feira, Dezembro 28, 2006

A estrela de Natal


a propósito de um comentário no post anterior "...mas o Natal é o Natal, e a Estrela no cimo da árvore tem de ter sempre o brilho...", vieram-me à memória os Natais da minha infância e a Estrela ( ainda hoje existe e está no seu lugar ) que encimava sempre o pinheiro natural que meu Avô ia comprar ao mercado do Rato ( era normalmente um pinheiro aí com uns 2/3 m de altura, enorme ), pinheiro esse que era levado a casa, por uns "bagageiros" ( os bagageiros eram uns homens que estavam sempre nas imediações do mercado, vestidos de ganga, com um boné do estilo dos bonés dos motoristas de taxis do antigamente, lembram-se ? e que com a ajuda da preciosa corda que andava sempre com eles ao ombro, carregavam, a troco de uma remuneração previamente combinada, as cargas a casa das pessoas ) . Quando o pinheiro chegava a casa, era colocado dentro de um vaso enorme, com pedras no fundo e cheio de areia. Depois de bem fixo, começava-se a decorá-lo, as luzes, as bolas de vidro colorido ( sim, bolas de vidro que se caissem ao chão partiam-se !! ), fitas douradas e prateadas, bonequinhos, etc e a ultima coisa a colocar, era sempre a Estrela de Natal colocada religiosamente no topo do pinheiro pelo Avô, numa especie de ritual de encerramento da decoração da arvore. É precisamente essa Estrela, feita pelo Avô de cartão rijo e cola, coberta de pequeninos brilhantes ( penso que se chamam purpurinas...) que há pelo menos 46 Natais, tem sempre encimado as árvores primeiro em casa da Mãe e depois em minha casa.

No seguimento do Natal desejo-vos a todos um óptimo Ano de 2007

Domingo, Dezembro 17, 2006

Este ano não vai haver presépio....

O menino passa todo o tempo na escola.
O burro foi dar aulas de substituição.

A vaca foi para o ministério.
Nossa Senhora e S. José estão a avaliar o burro.
Os Reis Magos lançaram uma OPA sobre a manjedoura.
Os camelos estão no governo.
Os cordeirinhos andam tresmalhados.
Até a estrelinha de "Belém" perdeu o brilho...


Nota: o estábulo fica devoluto para o Congresso dos "Alinhados" e posteriores Conselhos de Ministros!...

Sexta-feira, Dezembro 08, 2006

Das memórias de infância...

Hoje em conversa com alguém, veio-me à lembrança uma cena diária da minha infância. Todos os dias, antes de jantar a mãe dava-me banho ( eu era miudo, aí pelos 6 anos ). Morávamos em Lx, na R.Bramcamp, num andar enorme. No inverno, a casa de banho era gelada, aquecedor, não havia, o esquentador ( um Junkers redondo, já algo comido pela ferrugem ) estava situado ao lado da banheira, daquelas banheiras de pés em ferro, e os banhos eram tomados, dentro de um alguidar, ( primeiro de zinco e mais tarde de plástico ), estratégicamente colocado ao centro da banheira ( não se podia desperdiçar água, servia depois para fazer despejos na sanita ) . Na casa de banho, alem da banheira e lavatório, existia uma cadeira de ferro branco, com tampo de cortiça ( cadeira essa que ainda hoje a tenho, colocada no wc da garagem ), mas e a sanita, perguntam vocês ? bem, a sanita estava situada noutra casa de banho, mesmo ao lado, ( eu disse que a casa era enorme ). Mas voltando ao que interessa, Inverno, banho quente, enquanto ele durava, tudo bem, mas quando acabava...era um gelo...mas logo vinha o toalhão para cima do corpo, envolvia-me todo, esfregava-me todo e por fim, depois de seco, vinha então a " recompensa " !! um pijama de flanela, azul e branco ás riscas verticais, daqueles com botões à frente, e que estava quentinho graças a uma botija de água quente que repousava desde o inicio do banho em cima da tal cadeira de ferro. Foi precisamente essa sensação de bem estar e de conforto que sentia ao vestir o pijama quente, que hoje me veio à lembrança...

Sábado, Dezembro 02, 2006

Outra forma de arte

A Banda !!







a mim parece-me um cão, será ? o que é que acham ?
















shiuuuu, Manel, olha os vizinhos...












En garde !!


Um elefante...












Desejo-vos um óptimo fim de semana !!
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