Segunda-feira, Setembro 25, 2006

Hibernação


Meus queridos amigos e amigas, com a chegada do Outono, a inspiração, a vontade de escrever, fica assim como que amarelada, murcha... fico mesmo sem jeito de nada fazer, de nada me apetecer, entro como que em hibernação.
O Outono tem este efeito sobre mim, e com o passar dos anos a coisa tem tendência a piorar...
Um grande bem haja a todos os que aqui tem vindo, vou tentar continuar-vos a ler, deliciar-me com os vossos textos, as vossas fotos, os vossos poemas, no fundo, são vocês que ainda me conseguem dar um pouco de cor a esta existência sépia...

beijos e abraços do fundo deste coração

Quarta-feira, Setembro 13, 2006

Um País de cagões


"De acordo com o Expresso, o "patrão" da IKEA, o sr. Ingvar Kamprad, "apenas" um dos homens mais ricos do mundo, de 80 anos, veio fazer uma visita surpresa ao seu armazém de Alfragide. Hospedou-se na Pensão Alegria, na Praça com mesmo nome, foi de táxi até à loja e regressou na carreira 14 da Carris, que o largou na Praça da Figueira. Esta peripécia devia fazer pensar os parvenus domésticos. Qualquer mísero cargo dá direito, na nossa provinciana sociedade, a um carro, a um motorista, a um telemóvel, a cartões e a umas secretárias. Ninguém dá um passo sem andar de carro, mesmo que se alimente a cafés ou a "sandes de fiambre", viva numa barraca ou num condomínio de luxo. Para além de analfabetos, os portugueses são cagões. Preferem o perfume ao duche, o automóvel brilhante a uma casa decente, umas férias no Caribe a uma boa escola para os filhos, montar falsas empresas a pagar impostos. Por isso, jamais iremos a lado algum. Nem sequer de autocarro."

Nota - recebi por email e achei que seria interessante a sua divulgação aqui...

Sábado, Setembro 09, 2006

causa nobre

Por uma causa nobre e a pedido da minha prima, a quem eu respeito muito, acedam ao endereço embaixo e assinem a petição

http://www.petitiononline.com/fiminc/petition.html

bem hajam a todos !!

Terça-feira, Setembro 05, 2006

Hoje fazia 60 anos.....

Freddy Mercury, nome artistico de Farrokh Bulsara, nasceu em 05 de Setembro de 1946 na localidade de Stone Town, na ilha Zanzibar, hoje pertencente à Tanzania na África Oriental. Seus pais, Bomi e Jer Bulsara, eram indianos de etnia persa.
Mercury foi educado na St. Peter Boarding School, uma escola inglesa perto de Mumbai, na India onde deu seus primeiros passos no âmbito da música ao ter aulas de piano. Foi na escola que ele começou a ser chamado "Freddie"; com o tempo até os seus pais passaram a chamá-lo assim.
Depois de se formar em sua terra natal, Mercury e família mudaram-se em 1994
para Inglaterra devido a uma revolução iniciada no Zanzibar. Ele tinha dezoito anos. Lá, diplomou-se em "Design Gráfico e Artístico" na Ealing Art College, seguindo os passos de Pete Townshend. Este conhecimento mostrar-se-ia útil depois de Freddie projetar o famoso símbolo da banda.
Na faculdade ele conheceu o baixista Tim Staffel
l. Tim tinha uma banda na faculdade chamada Smile, que tinha Brian May como guitarrista e Roger Taylor como baterista, e levou Freddie para participar dos ensaios.
Em abril de 1970, Tim deixa o grupo e Freddie acaba ficando como vocalista da banda que passa a se chamar Queen. Freddie decide mudar o seu nome para Mercury.
Ainda em 1970 ele conheceu Mary Austin, com quem viveu por sete anos e manteve forte amizade até o fim de sua vida (inclusive sua casa em Londres ele deixou para ela).
Mercury compôs muitos dos sucessos da banda, como "Bohemian Rhapsody", "Somebody to Love" e "We Are the Champions"; hinos eloqüentes e de estruturação extraordinária, particulares e sempiternos.
Lançou dois discos solo, aclamados pela crítica e público. Mercury era bissexual
, mas só assumiu publicamente sua condição ao anunciar que estava com Sida, um dia antes de morrer, em 24 de Novembro de 1991 em Londres.

Domingo, Setembro 03, 2006

retalhos de memórias

já há algum tempo que andava com a ideia de salvaguardar em formato digital ( DVD ) as dezenas de cassetes de VHS que tenho guardadas.
Nesse contexto, adquiri, a semana passada, num hipermercado aqui da zona, um gravador de DVD, não é que ande muito abonado financeiramente, mas foi um daqueles vipes, de é agora ou nunca.
Por absoluta falta de tempo, tive-o guardado na caixa durante a semana que passou, e só ontem, o montei e comecei a trabalhar com ele ( não sem primeiro ter lido manual, montado o aparelho de acordo com as instruções, mas no final não funcionava...voltei à noite à loja e afinal ainda faltava um cabo....)
Filmagens dos filhotes, de ocasiões festivas, de passeios, de férias, rever pessoas queridas, algumas já desaparecidas, enfim retalhos de memórias que estavam guardados e que afloraram com alguma emoção, e em alguns, até recuei no tempo, sentindo uma sensação esquisita mas ao mesmo tempo boa.
Mas a vida continua, o relógio não pára, os filhos cresceram, mas no intimo, desejei voltar atrás e parar o tempo naquelas alturas...

Sábado, Setembro 02, 2006

Em toda a noite o sono não veio


Em toda a noite o sono não veio. Agora

Raia do fundo
Do horizonte, encoberta e fria, a manhã.
Que faço eu no mundo ?
Nada que a noite acalme ou levante a aurora,
Coisa séria ou vã.
Com olhos tontos da febre vã da vigília
Vejo com horror
O novo dia trazer-me o mesmo dia do fim
Do mundo e da dor
Um dia igual aos outros, da eterna família
De serem assim.

Nem o símbolo ao menos vale, a significação
Da manhã que vem
Saindo lenta da própria essência da noite que era,
Para quem
Por tantas vezes ter sempre esperado em vão,
Já nada espera.

Fernando Pessoa
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