Segunda-feira, Janeiro 30, 2006


Das memorias minhas, ao ver um dia destes, por acaso, um excerto de um telejornal, uma peça sobre uma emissão de radio no norte do País direccionada para a comunidade chinesa, qual não foi o meu espanto quando vi o João Nuno. O meu amigo ( e primo em 5º ou 6º grau ) João Nuno. De imediato me veio á lembrança toda uma época em que tocávamos juntos, em que fizemos ( nós e os outros membos do Contraste ) milhares de km por essas estradas fora de norte a sul do País, a actuar em festarolas de aldeia, em cima de estrados, dentro de pavilhões, etc. tudo graciosamente, apenas pelo puro gozo de tocar musica popular portuguesa, lá iamos nós nas carrinhas do então CPP, o alojamento e as refeições assegurados pelas comissões organizadoras, fins de semana fora de casa a tocar...
O João Nuno, era sem dúvida, a alma do grupo, invisual por acidente em Africa, era ele quem organizava, contactava, tratava e sobretudo dáva-nos força naqueles momentos de maior fraqueza e desanimo. Depois tudo acabou...o João e a Nanda foram pra Póvoa de Varzim e cada um de nós seguiu o seu caminho ( uns ainda cá estão, o Lobato, a Ana, O Zé Manel, O Henriques, eu próprio ) O Miguéis, foi-se embora e perdi-lhe o rasto . foi uma época de ouro na minha vida, infelizmente como tudo o que é bom, acabou, mas para sempre ficou a recordação, algumas fotos e bons amigos...Há, já me esquecia, fui a correr ligar pró João :-). Foi bom ouvir ao fim de uns anos aquela voz Amiga.

Sexta-feira, Janeiro 27, 2006


Das memorias do jardim, e naquele canteiro onde estou sentado na foto anterior, existia ( não sei se ainda existe ) uma roseira de rosas brancas, chamavamos-lhe as rosinhas de Stª Teresinha, à sombra da qual, nas tardes quentes de verão, os gatos se deitavam preguiçosamente, enquanto eu, refugiado no meu " bunker " ( que não era mais que um caixote de madeira grande, arranjado por mim, com um tapete, almofadas, um rádio a pilhas ) os observava, nos intervalos de leitura dos livros de aventuras da Enid Blyton ( como eu gostava desse livros, andava sempre á " coca ", nas montras da papelaria Fernandes, no largo do Rato, á espera de ver uma nova aventura para comprar ). E assim passava algumas tardes, naquele jardim . Como o tempo corria devagar !

Segunda-feira, Janeiro 23, 2006


Memórias de infância em casa da mãe, naquele jardim que para mim, parecia enorme. A casinha das ferramentas a um canto( onde aos 10 anos fumava com o paulo ricardo, os cigarros que ele tirava ao pai ), O tanque de lavar roupa a outro( onde depois de fumarmos, iamos lavar a boca com oratol ), a nespereira ( ui, dolorosas recordações...cabeça partida, quando pendurado num galho, caí de cabeça e aterrei no passeio empedrado, fazendo um lanho que foi agrafado pelo dentista da clinica ao lado ), a palmeira, com os seus picos que dolorosamente picavam, quando descuidadamente lhes tocava, e os canteirosde bordadura em grama, com flores, roseiras e campas dos animais que passaram lá por casa e sucumbiram ao tempo ( o papagaio louro, os canarios, os periquitos, a florinha ( rafeira da vizinha do r/c ) .
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